I Congresso SNS - Património de todos

I Congresso SNS-Património de Todos
27 e 28 | Setembro | 2013
Texto: Carlos Gamito | carlos.gamito@iol.pt
Fotografia: Fundação SNS
Paginação e Grafismo: Marisa Cristino

 

O I Congresso do Serviço Nacional de Saúde “SNS: Património de Todos”, organizado pela Fundação para a Saúde – Serviço Nacional de Saúde, decorreu na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa e teve lugar entre os dias 27 e 28 de Setembro de 2013.

A sessão de abertura, na qual estiveram presentes aproximadamente mil e quinhentos congressistas, contou com os discursos das seguintes individualidades: Dr. António Arnaut, considerado o pai do SNS; Dra. Manuela Silva; Dr. Manuel Lopes; Dr. José Aranda da Silva, e Dr. Manuel Ferreira Teixeira, Secretário de Estado da Saúde.

O Dr. António Arnaut usou da palavra e, de entre outras considerações, asseverou que para salvar o SNS é imprescindível um novo financiamento estatal, assim como a extrema dedicação de todos os profissionais do sector da saúde se apresenta como um factor fulcral nesta operação de salvamento. Ainda de acordo com este ex-Ministro dos Assuntos Sociais (II Governo Constitucional – 1978), o SNS é o melhor serviço público português, através do qual foi possível alcançar a menor despesa de saúde per capita da Europa. António Arnaut apelou ao empenho de todos, de modo a evitar a destruição do Estado Social e não poupou palavras para afirmar que o desvio do financiamento do Estado para o sector privado antediz o fim do SNS.

A Dra. Manuela Silva referiu, na sua intervenção, que o expressivo aumento da esperança média de vida dos portugueses se deve à condigna prestação do SNS.

O Dr. Manuel Lopes salientou que, para a manutenção do SNS, é necessária uma entrega ainda maior na formação dos profissionais de saúde e, acima de tudo, um maior aproveitamento das suas capacidades.

O Dr. José Aranda da Silva descreveu o inquestionável papel do SNS nas últimas décadas, quantitativamente e qualitativamente comparável aos países mais desenvolvidos, e apelou à sua modernização e desenvolvimento. Noutra passagem do seu discurso, questionou ainda se os portugueses quererão um País com instituições públicas próprias, eficientes e de prestígio, ou se preferem um País de consumidores de produtos e serviços de saúde disponibilizados por grupos transnacionais, mas estes apenas para quem os possa adquirir. Ante o eminente risco que espreita o SNS, este especialista defende estender ao conjunto do SNS os princípios subjacentes da reforma dos cuidados de saúde primários – Autonomia com Responsabilidade que configuram um novo tipo de Administração Pública da Saúde.

O ciclo das prédicas foi encerrado pelo Secretário de Estado da Saúde, Dr. Manuel Ferreira Teixeira, que reafirmou a necessidade da manutenção do SNS com objectivos claros e de modo a que todos os portugueses possam dispor de um Médico de Família. A concluir manifestou o desejo de que a dívida soberana seja regularizada e ainda sublinhou a necessidade de um forte empenho por parte dos profissionais de saúde.

E o I Congresso do Serviço Nacional de Saúde “SNS: Património de Todos” terminou com uma homenagem prestada aos Drs. Carlos Monjardino e Albino Aroso, à qual sucedeu a sessão de encerramento conduzida pela Dra. M. Guilhermina; Dra. Liliana Laranjo; Dr. António Capucho, e Prof. Doutor Constantino Sakellarides.

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